GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA É POSSÍVEL PREVINIR?


GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA É POSSÍVEL PREVINIR?

Basta amar

Prá se fazer loucuras

Basta Amar

Pra dormir fora de casa

Sem avisar!

Basta amar

Prá passar por cima

Das ordens.

Basta amar

Prá não ser correspondida

Basta amar

Pra não ter limites

Basta amar...

-Aline Leite

 

A gravidez na adolescência tem sido considerada nas três últimas décadas tanto na literatura cientifica como na imprensa leiga, como um problema de saúde pública, sobretudo nos Estados Unidos e nos países ditos em desenvolvimento, como o Brasil, em face de sua ocorrência cada vez mais elevada.

Dados censitários brasileiros vêm demonstrativos que, enquanto a taxa de fecundidade na população adulta do mundo inteiro vem diminuindo, entre nossas adolescentes esta aumentando. Aqui em nosso município de cada 100 mulheres que ficam grávidas tem entre 14 e 16 anos, segundo dados S.M.S

Para os profissionais de saúde e educação a grande maioria dos casos de gravidez na adolescência se apresenta como um acontecimento não planejado, com sabor de desagradável surpresa e característica de um processo traumático envolvendo três gerações: alo adolescente, o bebê e a (as) família (as). Nestes casos podem-se delinear vários fatores de risco na vida destes adolescentes e de suas famílias que são predisponentes desta situação bem como conseqüências embaraçosas envolvendo, sobretudo, a adolescente e seu filho.

 

Fatores Predisponentes

1. Explosão da sexualidade centrada na genitalidade.

2. Iniciação sexual precoce.

3. Impulsividade, imediatismo, senso de onipotência e indestrutibilidade, próprios do adolescente.

4. Gravidez precoce anterior na família.

5. Gravidez precoce anterior na própria adolescente.

6. Nível sócio-econômico desfavorável.

7. Baixa escolaridade e abandono escolar.

8. Desejo inconsciente de engravidar e ‘’pressão do grupo’’.

9. Diminuição do valor da virgindade.

10. Ignorância da fisiologia dos órgãos da reprodução.

11. Uso incorreto (ou não uso) dos métodos anticoncepcionais.

12. Relações familiares conflituosas.

13. Doença crônica, morte ou separação dos pais.

 

CONSEQUENCIAS

Para o (a) adolescente: parar de estudar (ou manter-se fora da escola), afastar do grupo de amigos e das atividades próprias da idade, ter que assumir a maternidade/paternidade sem ainda estar preparada (o), risco de abortamento ou parto prematuro.

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

1. Estabilidade e boa dinâmica familiar com diálogo franco, esclarecedor e amoroso sobre o exercício da sexualidade.

2. Acesso à escola e ao trabalho digno.

3. Ocupação adequada e prazerosa do ‘’Tempo-livre)’’. Atividades esportivas.

4. Oportunidade para desenvolver bem o auto-conhecimento, a auto-imagem a auto-estima e o auto-controle.

5. Possibilidade de elaborar sua escala de valores pessoais.

6. Informações adequadas e oportunas sobre fisiologia do corpo e órgãos da reprodução, sexualidade, DST/AIDS, gravidez e uso de anticoncepcionais.

7. Acesso a serviços de saúde de boa qualidade.

 

PREVENÇÃO PRIMARIA

Consiste na utilização especifica de recursos que visam a contracepção, o que nem sempre é fácil, pois a grande maioria das adolescentes é a favor do método ‘’naturalmente nada’’.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

Realiza-se com a gravidez já instalada e baseia-se no atendimento pré-natal específico para a faixa etária, na assistência ao parto de forma humanizada e apoio às famílias.

PREVENÇÃO TERCEÁRIA

Processa-se após o parto com uma equipe multidisciplinar atuando na assistência ao puerpério e a lactação, no atendimento à criança e fortalecimento do vinculo mãe-filho bem como orientado a adolescente

Antônio  Roberto Nunes

Pediatra – CRM 14427

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22 dez 2016


Por Antônio Roberto Nunes
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